É inevitável que haja conflitos no casamento. Marido e mulher vêem as coisas sob ângulos diferentes, e o casamento seria algo muito sem praça se não fosse assim. No entanto, as diferenças podem provocar discórdias, e estas, por sua vez, podem provocar conflitos que são capazes de suscitar estados emocionais altamente frustrantes.
Com freqüência os casais encaram os conflitos com certo tremor, crendo que são motivo de ameaça ao seu relacionamento. Este conceito errôneo leva alguns a evitarem os conflitos por meio de teimosa recusa em reconhecer sua presença, fugindo deles, e forçando os sentimentos no sentido de não permitir que venham à tona. Ignorá-los, porém não os soluciona. Na verdade, algumas vezes surgem sérios problemas quando os sentimentos não são liberados. Algumas regras simples podem levar a uma solução construtiva dos problemas.
1 – Escolha o momento e o lugar mais apropriados. É melhor que os conflitos sejam resolvidos assim que surgem. Porém se um dos dois está zangado demais ou revela uma atitude não razoável, é melhor que a discussão seja adiada. Contudo, não a adie por muito tempo. Se seu cônjuge não voltar a tocar no assunto seria conveniente então que você tomasse a iniciativa. Não permita interrupções desnecessárias durante a discussão. Se achar conveniente tire o telefone do gancho e não atendam a campainha. Se as crianças não estiverem fazendo parte da discussão,explique-lhes que estão tentando resolver uma importante questão e peça-lhes que não os interrompam. Se forem capazes de tratar do problema de maneira construtiva, não há nada de errado em permitir que elas estejam presentes observando e, desta forma, aprendendo métodos sadios de lidar com desentendimentos.
Evitem discutir questões importantes tarde da noite. As decisões tomadas há esta hora, quando o corpo está física, mental e espiritualmente cansado, podem ser motivadas pelo nervosismo, e não pela razão. O melhor plano seria deitar-se na hora costumeira e deixar a discussão para a manhã seguinte, quando o casal poderá levantar-se uma hora mais cedo.Muitas famílias bem organizadas dedicam uma noite por semana para tratar de suas queixas. Isto elimina a conversação desagradável durante as refeições e em outras ocasiões inadequadas, ao mesmo tempo que permite o estudo de situações antes que estas escapem ao controle.
2 – Seja direto. Esclareça seus sentimentos aberta e respeitosamente, usando as mensagens pessoais (eu). Fale direta, clara e resumidamente, sem deixar-se levar pela ira. Inclua razões que apóiem sua opinião. Explique como acha que o problema pode ser resolvido e o que está em jogo. Fale de maneira mais calma e controlada possível, baixando o voluma da voz.
3 – Fique dentro do assunto. Apegue-se ao problema até que esteja resolvido. Quanto mais problemas forem trazidos à tona de uma só vez, tanto menor a probabilidade de solucionar qualquer um deles. Estabeleça uma regra que evite que problemas adicionais sejam trazidos à baila, antes de ter solucionado o primeiro.
4 – Demonstre respeito. É provável que você não concorde com a posição de seu cônjuge, e se oponha terminantemente a ela. Entretanto ainda pode respeitar seu direito de ter suas próprias opiniões. Certas coisas jamais devem ser feitas numa discussão amadurecida, como, por exemplo, insultos, ameaças de divórcio ou suicídio, observações a respeito dos sogros ou parentes, emprego de expressões que diminuam a aparência ou inteligência do cônjuge, violência física, gritos ou interrupções. Palavras ditas com ira não poderão ser apagadas, e na há nada que possa desfazer seu efeito.
5 – Faça uma lista das soluções possíveis. Quando os sentimentos tiverem sido descritos aberta e construtivamente, será mais fácil entender as questões em jogo e apresentar alternativas razoáveis. Analise toda solução possível, mesmo que pareça pouco prática, pois do conjunto surgirá uma solução definitiva.
6 – Avalie as soluções. Uma vez que todo o tipo de informação disponível tenha sido analisado, ambos poderão fazer uma escolha inteligente do procedimento mais conveniente para encontrar a solução.
7 – Escolha a solução mais aceitável. Dediquem-se a escolher a solução que mais se aproxime da necessidade dos dois ou daquele que se sente ofendido. Esta escolha poderá ser uma boa medida de negociação e compromisso. Nesta batalha não deve haver vencedor, pois onde há um vencedor, há também um perdedor, e ninguém gosta de perder. A solução pode ser possível quando um dos cônjuges cede voluntariamente, ou ambos cheguem a um acordo comum, ou um deles ante as exigências do outro. Será necessário cuidar para que não seja um dos cônjuges só que ceda todas às vezes. Para haver um conflito é necessário que haja duas pessoas, e par solucioná-lo deve ser da mesma maneira. Ceder diante de outra pessoa durante um conflito requer verdadeira maturidade, porque na verdade você está admitindo que sua análise da situação estava errado e que agora está pronto para mudar de idéia.
8 – Ponha sua decisão em prática. Decidam quem vai fazer o que, onde e quando. É mais fácil encontrar uma solução quando ambos os cônjuges estão dispostos a ver o problema do ponto de vista do outro.
O que Jesus nos ensina sobre conflitos. Que diremos, pois?










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