terça-feira, 30 de março de 2010

PRECISO DE CARINHO

















PRECISO DE CARINHO

Marido e mulher precisam satisfazer mutuamente sua necessidade de afeto, para que a família seja saudável emocionalmente.
Qualquer ser vivo depende da alimentação para se manter e continuar existindo. O ser humano, complexo como é, pode Ter uma dieta perfeita, condições ideais de higiene, e não sobreviver. Por que isso acontece? Simplesmente porque além de proteína, vitamina e sais minerais, ele necessita de ternura e afeto. O ser humano tem fome de amor, precisa ser tocado, abraçado, beijado, acariciado. Pesquisas feitas com crianças em berçários, creches e orfanatos, comprovam a relação direta entre amor e vigor; entre afeto e desenvolvimento.
Com carinho, a criança evolui. Sem carinho, ela regride e adoece. Estudos com idosos também sugerem que quando vivem num ambiente afetuoso, eles se queixam menos, são mais alegres e saudáveis. Dentro da estrutura familiar, a fome de afeto existe para preencher e saciar as necessidades físicas e emocionais do ser humano. Por isso, doa avô ao neto, da neta à avó, existe uma troca altamente satisfatória para todos. Embora os tempos tenham mudado e com isso a família tenha sido afetada de alguma forma, as necessidades básicas do ser humano são as mesmas. Ele precisa de afeto e atenção.
Por mais independente, orgulhosa e liberada que seja a mulher, é no marido que ela encontra nutrição emocional. É dele que ela valoriza a compreensão e o companheirismo.
Mesmo que ela ofereça barreiras, cabe a ele quebrá-las para nutri-las.

CADEIA DA INFELICIDADE

O marido precisa aprender a nutrir a esposa por pelo menos três razões: primeira, isso é fundamental para a saúde dela. Segunda, se ele não a nutrir, ela vai substituí-lo pelo trabalho, pela bebida, comportamento delinqüente ou conduta anti-social, além do risco de traição. Terceira, se o marido não alimentar a esposa, ela não poderá alimentar adequadamente os filhos, que se tornarão raquíticos emocionais. Aí terão problemas de hostilidade e vícios associados com a raiva e a rejeição. O pai afeta a mãe, que afeta os filhos, que afetam os pais. Carinho é o remédio para se evitar uma cadeia de infelicidade em muitas famílias.
Há muitos casamentos desabando por causa da desnutrição afetiva. Há casais adoecendo e morrendo prematuramente por falta de um abraço, um beijo, demonstração de compreensão e companheirismo. O custo material e emocional disso é demasiadamente alto, mas tudo pode ser resolvido com autocrítica, boa vontade, esforço e envolvimento. Basta reconhecer a situação e trabalhar para mudar. Quando alguém afirma: , está permitindo que sua vida seja controlada por outros e, pior ainda, transfere o mesmo mal para as gerações seguintes, que nada têm a ver com isso.
DO HOMEM PARA A MULHER

De todas as transformações sofridas pela família, a relação mais significativa hoje é a de marido e mulher. É uma relação por excelência que precisa ser mutuamente nutrida. É preciso existir entre o casal trocas primárias, essenciais para conversar os vínculos da saúde física e mental. Ninguém pode dar a esposa o que só o marido pode dar. Em sua fome de afeto, ela pode até recorrer a outras fontes, mas não será devidamente nutrida. Terá um efeito de expulsão e repulsa, acarretando uma série de conflitos psicológicos. Em vez de aliviar o sofrimento, aumentará a dor.
Da mesma forma, o marido somente pode ser afetivamente alimentado por sua mulher. Ele pode até buscar beber em outras fontes, mas o preço será muito alto em termos de vazio, culpa e solidão. Sabemos que para ele é mais difícil entender a linguagem do amor, da ternura e da fragilidade, muitas vezes confundindo afeto com sexo. Tanto isso é verdade que a maior queixa da mulher é ser procurada apenas para sexo, quase sempre sem preparo adequado. A mulher precisa de 15 a 18 minutos para chegar ao orgasmo, enquanto o homem necessita de apenas três minutos. Se o marido não entender que a mulher precisa ser preparada ele a está estuprando. E isso é desnutrir, mesmo nos momentos de maior proximidade.
Quanto mais bem tratada efetivamente for à mulher, melhor parceira sexual ela será. Mas o trato afetivo vai, além disso. A mulher será feliz, terá saúde e alegria de viver.
Sempre que vou a um casamento, percebo no ar a esperança, o sonho, o companheirismo, a abundância de carinhos, muito amor, longas conversas de mãos dadas, entre o casal. Depois da festa, a viagem de glória, o desabrochar da vida a dois, o apogeu.
Pouco tempo passa, e então encontro algumas esposas. Em muitas delas o viço murchou, o vigor desapareceu, o processo de decadência começou. Os olhos perderam o brilho, o semblante cansado, os ombros caídos.
Ao procurar a razão dessa mudança, a resposta é clara: carência afetiva, muitas vezes sentida já na viagem de núpcias.
AINDA É TEMPO DE MUDAR

Existem muitas desculpas para a falta de atenção devida ao cônjuge: trabalho, cansaço, amigos, televisão, futebol, patrão, empregado, corrida pelo ganho material, e assim por diante. Nada justifica. O que importa é que a paralisia afetivo-amorosa dentro da família precisa ser quebrada. Somente assim o amor vai fluir livremente. A troca de carícias vai gerar alegria, saúde e vida. E alcançarão os filhos. Se não houver alegria, haverá tristeza.

Sem saúde, haverá doença. Se não existir vida, haverá morte. O pior dos arrependimentos é alguém olhar para trás e concluir que deveria Ter nutrido a família, cônjuge e filhos, com mais carinho, abraços, beijos, e palavras amorosas.

É preciso viver de tal maneira que não venhamos a nos arrepender, às vezes tarde demais, do que deveríamos fazer e não foi feito.

0 comentários:

Postar um comentário